Resumo: Mitologia Nórdica

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Resumo: Mitologia Nórdica

Mensagem por Urd em Ter Jun 28, 2016 6:25 pm

A mitologia nórdica e Os seus Deuses
Para um melhor entendimento sobre o tema do fórum, preparamos este resumo sobre a Mitologia Nórdica para que não perca tempo pesquisando sobre o tema abordado. É de fundamental importância ler este tópico caso você não saiba absolutamente nada sobre Mitologia Nórdica.


Introdução:


A mitologia nórdica, também conhecida como mitologia escandinava ou viking, é composta pelo conjunto de lendas, crenças e religião dos povos escandinavos antigos (que habitaram a região da Península da Escandinávia). Os principais mitos nórdicos são originários, portanto, dos reinos vikings.

A mitologia nórdica era uma coleção de histórias e crenças compartilhadas pelos povos germânicos do norte. Ela foi transmitida de forma regular de geração para geração, principalmente através de poesias. Essa mitologia chegou até nós através, principalmente de textos medievais escritos durante e após o processo de cristianização da região. Outra importante fonte foram os Edas (conjunto de textos encontrados na Islândia que apresentam históricas e personagens mitológicos). A transmissão dos mitos permaneceu durante a Era Viking.


Cosmologia:


Na mitologia nórdica (ou mitologia anglo-saxônica), se acreditava que a terra era formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost). Os gigantes viviam em um domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Helheim, que era governada pela deusa Hela. Este era a moradia eventual da maioria dos mortos. Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso de Musphelhein, repouso dos gigantes do fogo. Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos, Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens.


Völuspá: a origem e o final do mundo


A origem e o final eventual do mundo são descritas em Völuspá ("A profecia dos Völva" ou "A profecia de Sybil”), um dos poemas mais impressionantes no Edda poético. Estes versos assombrados contêm uma das mais vívidas criações em toda a história religiosa e representa a destruição do mundo, cuja originalidade está na sua atenção aos detalhes.

No Völuspá, Odin, deus principal do panteão dos nórdicos, conjura do espírito de um Völva morto (Shaman[desambiguação necessária] ou Sybil) e requer que este espírito revele o passado e o futuro. O espírito se mostra relutante: "O que você pede de mim? Porque você me tenta?"; mas como ela se encontra morta, não mostra nenhum medo de Odin, e continuamente o pergunta, de forma grosseira: "Bem, você quer saber mais?" Mas Odin insiste: se deve cumprir sua função como o rei dos deuses, deve possuir todo o conhecimento. Uma vez que o sybil revela os segredos de passado e de futuro, cai para trás em forma de limbo: "Eu dissiparei agora".

O Passado

No início havia somente o mundo das névoas, Niflheim e o mundo de fogo, Musphelhein, e entre eles havia o Ginungagap, "um grande vazio" no qual nada vivia. Em Ginungagap, o fogo e a névoa se encontraram formando um enorme bloco de gelo. Como o fogo de Musphelhein era muito forte e eterno, o gelo foi derretendo até surgir a forma de um gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras. O seu suor deu origem aos primeiros gigantes. E do gelo também surgiu uma vaca gigante, Audumbla, cujo leite jorrava de suas tetas primordiais em forma de 4 grandes rios que alimentavam Ymir. A vaca lambeu o gelo e libertou o primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que por sua vez foi pai do primeiro Aesir, Odin, e seus irmãos, Vili e VeEntão, os filhos de Borr, Odin, Vili e Ve, destroçaram o corpo de Ymir e, a partir deste, criaram o mundo. De seus ossos e dentes surgiram as rochas e as montanhas e de seu cérebro surgiram as nuvens.
Os deuses regularam a passagem dos dias e noites, assim como das estações. Os primeiros seres humanos eram Ask (carvalho) e Embla (olmo), que foram esculpidos em madeira e trazidos à vida pelos deuses Odin, Honir/Vili e Lodur/Ve. Sol era a deusa do sol, filha de Mundilfari e esposa de Glen[desambiguação necessária]. Todo dia, ela montava através do céu em sua carruagem puxada por dois cavalos nomeados Alsvid e Arvak. Esta passagem é conhecida como Alfrodul, que significa "glória dos elfos", que se tornou um kenning comum para o sol. Sol era perseguida durante o dia por Skoll, um lobo que queria devorá-la. Os eclipses solares significavam que Skoll quase a capturava. Na mitologia, era fato que Skoll eventualmente conseguia capturar Sol e a devorava; entretanto, a mesma era substituída por sua filha. O irmão de Sol, a lua, Máni, era perseguido por Hati, um outro lobo. Na mitologia nórdica, a terra era protegida do calor do sol por Svalin, que permanecia entre a terra e a estrela. Nas crenças nórdicas, o sol não fornecia luz, que emanava da juba de Alsvid e Arvak.

A Sybil descreve a enorme árvore que sustenta os nove mundos, Yggdrasil e as três Nornas (símbolos femininos da fé inexorável, conhecidas como Urd (Urdar), Verdandi (Verdante) e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e futuro), as quais tecem as linhas do destino. Descreve também a guerra inicial entre o Aesir e o Vanir e o assassinato de Balder. Então, o espírito gira sua atenção ao futuro.

O Futuro

A visão antiga dos nórdicos sobre o futuro é notavelmente sombria e pálida. No final, as forças do caos serão superiores em número e força aos guardiões divinos e humanos da ordem. Loki e suas crianças monstruosas explodirão suas uniões; os mortos deixarão Niflheim para atacar a vida. Heimdall, guardião das divindades, convocará os deuses com o soar de sua trombeta de chifre. Se seguirá uma batalha final entre ordem e caos (Ragnarök), que os deuses perderão, como é seu destino. Os deuses, cientes de sua sina, recolherão os guerreiros mais finos, o Einherjar, para lutar em seu lado quando este dia vier. No entanto, no final, seus poderes serão pequenos para impedir que o mundo caia no caos onde ele se emergiu, e os deuses e seu mundo serão destruídos. Odin será engolido por Fenrir, o lobo. Mesmo assim, ainda haverá alguns sobreviventes, humanos e divinos, que povoarão um mundo novo, para começar um novo ciclo. Ou assim Sybil nos diz; os estudiosos ainda se dividem na interpretação das últimas estrofes e deixam em dúvida se esta não foi uma adição atrasada ao mito por causa da influência cristã. Se a referência for anterior a cristianização, o mito do final dos tempos do Völuspá pode refletir uma tradição indo-europeia que se deriva dos mitos do zoroastrismo persa.

Principais criaturas da mitologia nórdica:


- Deuses e Deusas: Deidades superiores.
- Valquírias: Grandes guerreiras e servas de Odin.
- Heróis: Criaturas que realizavam grandes feitos, pois possuíam poderes especiais.
- Anões: Possuíam inteligência superior e muitos tinham a capacidade de prever o futuro.
- Jotuns: Gigantes com poderes especiais que quase sempre aparecem em oposição aos deuses.
- Bestas: Seres sobrenaturais como, por exemplo, Fenrir (lobo gigante) e Jörmundgander (serpente marinha gigante).
- Nornas: Deusas que tinham funções específicas relacionadas ao controle do presente, passado, futuro, sorte, azar e providência.
- Elfos: Viviam nas florestas, fontes e bosques. Eram imortais, jovens e tinham poderes mágicos.


Os deuses da mitologia nórdica:


Odin - O maior dos deuses, senhor das magias, da sabedoria, governante de Asgard. Odin para ter sabedoria fez alguns sacrifícios contra si mesmo: atirou um de seus olhos no poço de Mimir em troca de um gole de sabedoria, se enforcou ou dependurou-se na árvore cósmica Yggdrasil, para obter as Runas e foi revivido por magia em seguida. Ele se mantinha informado sobre os acontecimentos em toda a parte através de seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Munin (Memória), que vigiavam o mundo e contavam tudo o que se passa e o que já se passou. Odin tornou-se chefe do panteão nórdico devido ao seu gosto pelas batalhas e no salão de sua fortaleza reunia os vencidos em batalhas. Odin é a figura central entre os deuses nórdicos, pois era símbolo de bravura.

Thor - Deus dos trovões, considerado o mais fortes entre os deuses e o mais adorado entre os povos germânicos, por isso teve a maioria dos templos em sua homenagem. Filho de Odin com Jord, Thor tinha em seu martelo Mjolnir sua principal arma, com a qual produzia raios. Considerado grande para um deus, de um apetite grande e extremamente forte, adorava disputa por poder e era o campeão entre os deuses contra os inimigos, os gigantes do gelo. Era casada com Sif, deusa da colheita, com quem teve uma filha chamada Thurd, além de mais 2 filhos com a gigante Jarnsaxa, Magni (força) e Modi (coragem).

Loki - Deus do fogo, símbolo da maldade, traiçoeiros e de pouca confiança, também estava ligado à magia, podendo assumir várias formas. Possui grande senso de estratégia e habilidades para seu interesse. Mantém boas relações com Odin e foi companheiro de Thor em inúmeras aventuras. Loki era pequeno, de olhos vivos e malignos, sedutor, dormiu com todas as deusas e depois gabava-se do feito perante os maridos traídos. Sua esposa era Sigyn, com quem teve os filhos Nari e Narfi. Também uniu-se a gigante Angrboda, com a qual teve 3 filhos monstruosos: o lobo Fenrir, a serpente Jormungand e a deusa Hel.

Frigga - Principal deusa do panteão germânico, esposa de Odin, deusa da fertilidade e da união. Detentora de enorme sabedoria tinha o poder da profecia e sabia do destino dos homens, mas não os revelavam. Seu principal mito está ligado ao de Balder.

Frey (Freyr) - Filho de Njord e irmão de Freya, casado com a gigante Gerda. Era um deus caracterizado pela beleza e força e comandava o tempo, a prosperidade, a fertilidade, alegria e a paz. Era também considerado o deus da agricultura.

Freya (Freyja) - Deusa do amor e da fertilidade, também deusa da magia e da adivinhação. Teve vários deuses com amantes. Segundo seu mito sempre esteve a procura de Odur, seu marido perdido, enquanto chorava suas lágrimas se transformavam ouro e âmbar. Acompanhava Odin nas batalhas e compartilhava os mortos das guerras, onde metade dos guerreiros mortos iam para o seu palácio.

Njord¹ - Deus do mar dos Vanes, pai de Frey e Freya. Era considerado um deus pacífico, protetor dos pescadores e marinheiros. Estes em agradecimento depositavam oferendas em altares construídos próximos aos rios e mares. Njord casou-se com Skadi, deusa do inverno e da caça. Skadi o escolheu através de um critério que era observar os pés dos deuses, a procura dos pés mais limpo e bonitos. Njord foi o escolhido mas a relação entre ambos logo desfez porque Skadi não conseguia viver nas encostas oceânicas e Njord não conseguia viver nas montanhas, devido as constantes mudanças, daí advindo a criação das estações do ano.

Skadi - Deusa do inverno e da caça, casou-se com Njord, relação desfeita por não conseguirem viver juntos em cada um dos seus habitat. Era filha do gigante Pjazi, assassinado por Loki, decide vingar-se da raça dos Aesir. Estes, não sendo capazes de se defenderem batendo em uma mulher, decidem que ela escolhesse um entre eles para casar-se, advindo desta escolha Njord. Desta relação nasceram Frey e Freya. Mais tarde casou-se com outro deus dos Aesir, Uller.

Eir -  Deusa conhecida por sua habilidade de cura e conhecedora da ressurreição, uma das deusas da montanha Lifia. Protetora dos trabalhos saudáveis, segundo a mitologia Eir entrega a todas as mulheres suas curas, ensinando os segredos das artes medicinais.

Tyr - Deus do céu, da luz e dos juramentos. Filho de Hymir, passou a ser depois considerado filho de Odin devido a sua bravura em batalhas. Era representado como um homem sem a mão direita, decepada por Fenrir quando os deuses prenderam o monstro, durante uma prova imposta pelos deuses ao monstro. Tinha como símbolo a lança, representado como símbolo de justiça.

Sif - Esposa de Thor, mãe de Uller e Thurd. Deusa da excelência e da habilidade em combate, Sif apreciava os guerreiros leves e habilidosos. Tinha cabelos dourados feitos pelos Trolls (anões) depois que Loki o cortara.

Sigyn - É uma deusa Æsir da mitologia nórdica, segunda esposa de Loki. Sigyn é deusa da fidelidade e da constância, honrada como um dos Rökkr (Deuses do Submundo e da mudança), é mãe de Narvi ou Nari e Váli. Sigyn é uma mulher gentil e amorosa com todos que a procuram, mas também é forte e determinada. Ela é conhecida por estar sempre ao lado do seu marido, Loki, em todos os momentos, como quando ele foi preso em uma caverna com o veneno de uma serpente pingando sobre seu rosto e a deusa permaneceu ao lado de seu marido segurando uma vasilha para evitar que o veneno caia sobre ele e minimizando seu sofrimento.

Obs¹.: Aegir é também considerado o deus dos mares, porém Aegir nem sempre é considerado um deus, mas sim um gigante amistoso dos deuses, portanto, o mais sensato a ser considerado deus dos mares é Njord.
Obs².: Não são todos os deuses que estão nesta lista, caso queira ser prole de um deus não citado, mande uma MP para Urd com o deus escolhido e com uma pequena descrição do mesmo.


Os principais heróis da mitologia nórdica:


- Beowulf: Guerreiro que venceu o dragão e o grande monstro Grendel.
- Siegfried: Personagem épico na saga dos Volsungos.
- Grendel: Monstro que foi derrotado por Beowulf.
- Volsung: Personagem rei.
- Erik, o vermelho: Descobridor da Groelândia.


As Valquírias:


- Brünhild
- Gunnr
- Skuld
- Hilkdr


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