Flood

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Flood

Mensagem por Verdandi em Qua Maio 25, 2016 10:49 am

Relembrando a primeira mensagem :

avatar
Mensagens :
14

Localização :
...

Emprego/lazer :
...

Humor :
...

As Nornas

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Flood

Mensagem por Dëfteros Meraq Granisson em Seg Jan 16, 2017 2:53 pm

The hardest button to button


Os ponteiros do relógio pouco se moviam, o tempo não parecia correr de forma alguma. O olhar, diferente do citado antes, estava inquieto, ora mirando pontos do cubo, ora Quadro. Porta. Televisor. Entre outros. A chuva, no lado de fora, pingava imparável. Gota por gota corriam através das telhas cinzentas e obsoletas do prédio, escorrendo até a extremidade, onde caiam em cascata até o solo por efeito gravitacional. A unha do polegar era mordiscado pelas dentárias. Os dedos da mão contrária, por sua vez, ritmavam sobre o plano da mesa, propagando um ruído oco de madeira com as dedadas. Entreabrindo os lábios, soprou um suspiro composto por diversos elementos: insatisfação, impaciência; tudo negativo. E revirou os olhos. Deu os ombros com o mover ascendente e descendente destes.  

— Foda-se também. — Bradou, sustentando aquela expressão de desgosto. Simplesmente girou a maçaneta e pôs os pés para a fora dali.

Andando sob os últimos resquícios do temporal, por consequência, gradativamente a sua vestimenta se molhava - obviamente -. Não obstante, os fios capilares dourados também enquadram-se nesse perfil de "molhados".

Repentinamente, "cadê a chuva?".

Depois de tempos sem parar por um segundo que seja, o aguaceiro foi interrompido. O céu ganhou aquele tom pelo qual já estava familiarizado, um fosco azulado incandescente. No centro, o globo solar finalmente deu as caras, a sociedade até já sentia falta de adquirir uns cânceres de pele de boas. A visão semicerrada com o franzir da tez, Íkaros fitou o astro por momentos ligeiros, antes de seus órgãos visuais começarem a arder. Bosta. Praguejou, arqueando uma das sobrancelhas.

Estático em meio à estrada, única coisa que pôde escutar foi a exposição de proclamações de terceiros diante às circunstâncias incomuns. Todas, e absolutamente todas, as pupilas dos cidadãos de Gotham. O céu era o seu rumo, mais precisamente, às coisas jazentes em meio ao ar; cinco figuras masculinas de aparências perfeitamente similares, com certo espaçamento entre um e outro. Os quíntuplos, um por um, da esquerda para a direita, deram início a um discurso sobre o fim do mundo. Blablablá, 21 de dezembro de 2012, de novo.

Presenciava a quem olhasse para Íkaros uma feição austera. Entremeio ao diálogo, o qual assemelhava-se mais a um monólogo, ele simplesmente revirava os globos oculares. O indicador destro levou-se à têmpora do mesmo lado, dando alguns cutuques na região. Sequencialmente soprou um gás, que outrora já repousava no fundo do seu pulmão, para o exterior em uma inspiração. — Nossa, que chatos vocês. — Falou em murmúrios, pegando a base da touca do jaqueta de couro. Sobrepôs os fios de ouro com essa, além de criar um ar sombrio ao camuflar a face masculina.

Antes que pudesse sequer contar a passagem de segundos, seguindo as leis do tempo e da física, o ar ao seu redor recebeu peso. Ventos em forma circular o circundaram rapidamente, no ponto circunflexo de encontro ao solo. Nisso, uma aura entorno dele se criou, uma espécime de manto escarlate feito puramente por energia composto, como a estrela Antares; Antares é o seu alter-ego. Camuflado em meio a euforia da multidão, a visão dos gêmeos se desviaram até o clarão avermelhado - o meta-humano -. Esse brilho incandescente ganhou altura, pois seus pés, assim como os dos cinco, ficaram suspensos na atmosfera.

E parou ao ter a mesma distância do solo do que eles. — Levantem a mão aquele que quer morrer primeiro. — Lhes chamou a atenção ao verbalizar tais palavras. Somente ouviu risadas em vários tons, coisas provenientes dos fraternos. Brahms pendeu a cabeça para o eixo diagonal, enquanto curvava uma das suas sobrancelhas. Será que eles não entenderam? Irônico, se perguntou no sistema nervoso; levou o palmo ao queixo, onde coçou a pelagem rala do maxilar. No processo, o vilão constava mesmo dali que o peso próximo aos cinco estava diferente, mais denso. Gravidade...? E pensou em tal possibilidade. Crente dessa ideia, com o seu controle sob a força gravitacional, o que tratou de fazer foi reduzir a pressão o bastante para retornar ao padrão do planeta Terra (10m/s²).

— Uni... duni... tê... Salame... Minguê... — Em cada som da canção, apontava um gêmeo por vez. — O sorvete colorê. — Deu sequência ao seu método de escolha do primeiro a falecer. — O escolhido foi... Você. — Por fim, achou a sua vítima. Contudo, antes que conseguisse fazer movimento ofensivo, teve o vislumbrar de algo. O homem tremulou, aparentava estar sendo manipulado por algo e/ou alguém. O líquido soturno escorreu ante o rombo que foi feito em sua escultura depois de um projétil ter o atravessado.

Deu de ombros. — Vai ser você então. — Deixou que o tecido muscular do local em volta da sua boca se esticasse, assim, um sorriso de ironia, além de sadismo, foi lapidado com os curvar dos cantos. O punho, ao mesmo tempo em que demonstrava aquele semblante sarcástico, foi cerrado. A circulação sanguínea era interrompida por conta do pressionar com força do fazer. E desapareceu em um feixe de luz.

"Desapareceu?". Quando os idêntico se deram conta, o terceiro sumiu. Só voltou a ser visto contra o plano de um prédio, com uma fissura no centro do tronco. Para ser sincero, o seu corpo de Íkaros havia se materializado em algo tipo um cometa de cosmos. Movimentou-se ligeiramente devido à velocidade sobre-humana que possui; um rastro luminoso carmesim foi deixado no percurso feito; o porquê de um dos demais ter surgido naquela situação se deve, bem, pois o membro da Liga da Justiça voou, de modo quase que invisível a olho nu. Energizando o punho direito com o seu poder cósmico, desferiu um soco, o que foi responsável pelo rombo. O impacto o fez ser lançado para trás na aceleração próxima a que o atacante se deslocava, ocasionando no choque contra a parede.

    E reapareceu no mesmo ponto espacial de tempos atrás.


"É o quê?". O quarteto, ou melhor, o trio se perguntava sobre o que tinha acontecido com um deles; Steinkovich, ainda adornado por uma aura estelar, a qual dava a impressão que ele era um Super Saiyajin, esticou um dos braços, mirando-o para em direção ao já morto. — Um a menos. — Uma rápida rajada se dispersou ante a palma, rumando para aquele. O raio passou pelo o interior do prédio inteiramente logo em seguida ao físico, incinerando os dois.

E tudo foi em questão de segundos, impossibilitando a reação dos meliantes. O fraterno que tinha atacado o ser humano disfarçado, que derrubou o primeiro inimigo, foi alvejado silenciosamente por um chute com as duas solas dos pés bruscamente nos peitos, recebendo o mesmo efeito que o outro - sendo arremessado para trás -, inconsciente.


Negrito para falas:
Código:
<b> fala blabla</b>


Itálico para pensamentos:

Código:
<i> Pensamento blabla </i>

Subtítulo:

Código:
<ul> subtitulo blabla </ul>


Algo a destacar:

Código:
<span> aqui blabla </span>

Título/nome do tópico:

Código:
<titulo> titulo blabla </titulo>




avatar
Mensagens :
1

Filhos de Frey

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum